PLANO DE MELHORIA · DECISÕES PARA 2026

O que os resultados de 2025 mandaram fazer em 2026

Direção Geral· Publicado a 25 de agosto de 2026 · Última revisão: 25 de agosto de 2026

As metas de 2026 não saíram de uma ambição. Saíram do balanço de 2025, e de todos os públicos que a casa serve. Onde a avaliação apontou um défice, há investimento ou correção; onde apontou procura sustentada, há crescimento calibrado entre 10 e 15 por cento. Esta publicação fecha a série Medição Aberta mostrando o que se fez com o que se mediu, e onde isso se traduz em turmas com data marcada.

A regra: o plano parte do que se executou

Um plano anual constrói-se de duas maneiras. Fixa-se um número desejável e trabalha-se para lá chegar, ou parte-se do que se executou e mede-se o que é possível expandir. O plano de 2026 foi construído da segunda forma: o ponto de partida é a execução consolidada do ano anterior, e a percentagem aplicada a cada área reflete a procura registada, a capacidade instalada e o desempenho demonstrado.

Isto tem uma consequência prática para quem se inscreve. Quando dizemos que abrimos mais turmas, é porque houve procura medida que as justifica, e não porque a meta assim o exigia.

Estudantes: a maior parte do ano não abre em janeiro

Nos programas dirigidos a estudantes, de acompanhamento escolar e de certificação de inglês, quatro em cada cinco turmas ativas em 2025 transitaram para 2026. São percursos longos, e a maior parte da carga de um ano não vem das turmas que abrem: vem das que continuam.

Isso mudou o modo como o ano se planeia. A equipa e as plataformas são afetadas em duas camadas, uma estável, dimensionada para os 2 507 percursos herdados, e outra incremental, associada às aberturas novas. Em 2026 abrem 107 turmas novas, mais 13 por cento do que em 2025, e o calendário segue os ciclos escolares e as épocas de exame.

Organizações: verificar antes de adjudicar

Na formação à medida, 2025 fechou com onze intervenções e 160 pessoas, em domínios como riscos psicossociais, diversidade e inclusão e ferramentas digitais de trabalho. Três turmas de riscos psicossociais para uma empresa municipal e uma ação de criatividade e resolução de problemas foram avaliadas no máximo da escala.

Duas ações mostraram o que faltava. Uma turma de nível avançado ficou mal calibrada face aos conhecimentos prévios do grupo, e uma sessão individual decorreu sem que a ferramenta estivesse na versão adequada. Em 2026, a verificação de pré-requisitos técnicos e o alinhamento de nível passam a ser obrigatórios antes de qualquer adjudicação, e esta área cresce 12 por cento.

Onde o investimento foi

A avaliação de 2025 identificou dois itens abaixo do limiar, ambos ligados ao espaço e ao equipamento, e localizou-os por polo. Os valores completos e a leitura por polo saíram na publicação de 11 de agosto.

A decisão que daí resultou é a renovação de salas, mobiliário e equipamento de projeção nos polos do Porto e de Lisboa, com a meta de levar os dois itens acima de 4,0 numa escala de qualidade de cinco pontos. É investimento em espaço e em equipamento, não em comunicação.

O acompanhamento passa a cobrir toda a casa

Até 2025, o questionário a seis meses cobria dois programas. Em 2026 estende-se formalmente aos programas dirigidos a estudantes e às ações para organizações, e prepara-se o primeiro painel a doze meses, com leitura marcada para maio de 2027.

A formação de formadores, que concentra o maior volume, recebe a banda superior de crescimento, mais 15 por cento, porque registou 1 808 contactos ao longo de 2025 e reforçou a bolsa formadora com 25 novas pessoas, todas com Certificado de Competências Pedagógicas.

Entra ainda no perímetro do ano a formação cofinanciada, com três programas e cerca de novecentas pessoas a abranger, em regime totalmente a distância.

Onde isto aterra

Setembro e outubro foram os dois meses de maior atividade de 2025, com dez ações cada, e é neles que a procura se concentra.

As datas das ações de setembro e de outubro estão no calendário formativo, com o local, a modalidade e a duração de cada uma. Organizações que queiram formação à medida podem pedir proposta pela página de contacto.

E fica o compromisso que abriu esta série. A verificação de que estas medidas resultaram realiza-se no último trimestre deste ano, em auditoria conduzida por pessoa independente da execução, e o resultado será publicado aqui.

Como ler os números desta série

Os resultados provêm de instrumentos diferentes, com escalas diferentes, e não se comparam entre si por valor absoluto.

Escala de qualidade, usada na avaliação da formação pedagógica inicial de formadores. Cinco pontos: 1 Insuficiente, 2 Suficiente, 3 Bom, 4 Muito Bom, 5 Excelente.

Escala de satisfação, usada na avaliação dos programas dirigidos a estudantes e do curso de Técnico de Apoio à Vítima. Cinco pontos, de «Muito insatisfeito» a «Muito satisfeito».

Cada valor publicado indica a base sobre a qual foi apurado. As percentagens de «4 ou 5» correspondem à soma das duas classificações mais altas da escala respetiva, sobre a mesma base.

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