IMPACTO PÓS-FORMAÇÃO · SEIS MESES DEPOIS

Seis meses depois da formação: o que mudou · Unicenter

Direção Pedagógica · Publicado a 20 de agosto de 2026 · Última revisão: 20 de agosto de 2026

Seis meses depois de terminarem, contactámos 713 pessoas que concluíram formação certificada em 2025. Responderam 188, uma taxa de 26,4 por cento que fica abaixo do mínimo de 30 que fixámos e que limita a leitura. Do que declararam: 67,8 por cento reportaram melhor desempenho nas funções e 42,7 por cento uma melhoria da situação profissional. Publicamos a distribuição completa das respostas, incluindo a maioria que não registou alteração.

Porque é que perguntamos seis meses depois

A satisfação mede-se no fim da ação e mede uma coisa: se a experiência correu bem. Não diz se a formação serviu para alguma coisa. Isso só se sabe quando a pessoa já teve tempo de aplicar o que aprendeu.

O procedimento tem três momentos. No fecho de cada ação sai uma comunicação normalizada. Um mês depois, um contacto de acompanhamento mantém a ligação. Aos seis meses, quem concluiu é convidado a responder a um questionário de impacto, anónimo e confidencial, com o consentimento para o contacto recolhido no momento da inscrição.

Isto responde a uma recomendação expressa recebida em sede de certificação: estender o acompanhamento pós-formação a toda a oferta. O ciclo de 2025 foi o primeiro a produzir uma série real de resposta e de impacto.

Quem respondeu

ProgramaContactadasRespostasTaxa
Formação pedagógica inicial de formadores68417125,0%
Técnico de Apoio à Vítima291758,6%
Total do ciclo71318826,4%

Quadro · Base e taxa de resposta do acompanhamento a seis meses, ciclo de 2025.

A formação de formadores concentra cerca de 96 por cento da base elegível, pelo que é ela que determina o resultado global. Os seus 25 por cento ficam cinco pontos abaixo do mínimo, o que está registado como não conformidade menor e tem ação corretiva em execução. O Técnico de Apoio à Vítima superou a meta com folga, mas com 17 respostas em valor absoluto.

Uma taxa de resposta a seis meses é estruturalmente mais difícil do que a do fim da ação. No fim da ação a pessoa está na sala e o questionário é o último ato do percurso. Seis meses depois mudou de rotina, por vezes de emprego e de contacto, e não tem obrigação nenhuma de responder. Isto explica a dificuldade. Não dispensa a meta, que continua a ser de 30 por cento e continua por cumprir.

O que mudou no trabalho

Na formação de formadores, e sobre a base de 171 respostas, foi isto que as pessoas declararam.

DimensãoDeclararamRestante distribuição
Melhor desempenho das funções67,8%29,8% considera a questão não aplicável
Situação profissional melhorou42,7%56,1% sem alteração · 1,2% agravamento
Evolução na carreira atribuída à formação74,2%de quem registou evolução
Iniciou ou espera iniciar funções de formação52,0%15,2% já as exercia antes
Satisfeitas ou muito satisfeitas com a formação92,9%59,6% muito satisfeitas
Voltaria a frequentar formação na entidade94,2%base de 171 respostas

Quadro · Distribuição completa das respostas. A terceira coluna não pode ser suprimida.

O número que merece explicação é o de 29,8 por cento que considerou a questão do desempenho não aplicável. Boa parte de quem obtém o Certificado de Competências Pedagógicas ainda não exerce funções formadoras no momento em que responde, e por isso a pergunta não se aplica. É esse o contexto do indicador seguinte: 52 por cento iniciaram ou esperam iniciar funções de formação, e 15,2 por cento já as exerciam antes.

O segundo número que merece atenção é o de 56,1 por cento sem alteração na situação profissional. Para mais de metade de quem respondeu, seis meses depois a situação é a mesma. Publicamos esse número com o mesmo destaque dos outros, porque é ele que dá a medida real do que uma qualificação faz e do que não faz.

Sobre os 74,2 por cento de evolução na carreira atribuída à formação, uma precisão necessária. O número refere-se a quem declarou ter registado evolução e atribuiu essa evolução à formação. É atribuição da própria pessoa, não uma relação de causa medida por nós. Vale como perceção informada de quem viveu o percurso, e é assim que deve ser lida.

Sobre o emprego, com o cuidado que a matéria exige

À data da inscrição, 80,1 por cento de quem respondeu estava empregado e 12,9 por cento sem emprego. Seis meses depois da formação, a proporção de pessoas empregadas era de 84,9 por cento. Uma variação de 4,8 pontos percentuais.

Este número descreve o que aconteceu a 171 pessoas que responderam a um questionário. Não é uma taxa de empregabilidade do curso, não estabelece causa e efeito, e não permite prever o que acontecerá a quem se inscrever agora. Muita coisa muda na vida de uma pessoa em seis meses, e a formação é apenas uma delas.

Não prometemos emprego. Nenhuma entidade formadora o pode fazer com honestidade.

No Técnico de Apoio à Vítima

Responderam 17 pessoas em 29 contactadas. A totalidade reportou melhor desempenho das funções, satisfação com a formação e intenção de voltar a formar-se na entidade. Perto de metade, 47,1 por cento, reportou melhoria da situação profissional, e 71,4 por cento de quem registou evolução na carreira atribuiu-a à formação.

São percentagens expressivas e coerentes com a avaliação de fim de curso, mas assentam em 17 respostas. Publicamo-las por transparência e lêem-se como indicação, não como prova.

O que estes números não dizem

Quatro limitações enquadram tudo o que está acima, e ficam registadas no relatório que lhes deu origem.

A taxa de resposta do programa com maior número de participantes ficou abaixo da meta, pelo que estes valores se leem como sinal consistente e não como censo. A base do Técnico de Apoio à Vítima é pequena em valor absoluto e pede prudência na extrapolação. O ciclo cobriu dois programas, e a extensão aos restantes decorre este ano. E não existe ainda série a doze meses: o primeiro painel realiza-se em maio de 2027, pelo que tudo o que aqui se afirma vale para o horizonte de seis meses.

O que muda no próximo ciclo

Cinco frentes, todas inscritas no planeamento deste ano. Lembretes faseados e questionário simplificado, para elevar a taxa de resposta acima de 30 por cento. Extensão formal do acompanhamento aos programas dirigidos a estudantes e às ações para organizações, que até aqui não estavam cobertos por não terem instrumento adaptado ao seu formato. Preparação do primeiro painel a doze meses. E o arranque da série comparativa do indicador de recomendação, medido no dia zero e aos seis meses.

A verificação de que estas medidas resultaram está marcada para o quarto trimestre deste ano, e o resultado será publicado, seja ele qual for.

Os resultados de todos os programas ficam reunidos na página de Qualidade. A auditoria que classificou esta taxa de resposta como não conformidade menor está descrita na publicação de 18 de agosto. A formação conducente ao Certificado de Competências Pedagógicas, com as próximas datas, está no catálogo.

Como ler os números desta série

Os resultados provêm de instrumentos diferentes, com escalas diferentes, e não se comparam entre si por valor absoluto.

Escala de qualidade, usada na avaliação da formação pedagógica inicial de formadores. Cinco pontos: 1 Insuficiente, 2 Suficiente, 3 Bom, 4 Muito Bom, 5 Excelente.

Escala de satisfação, usada na avaliação dos programas dirigidos a estudantes e do curso de Técnico de Apoio à Vítima. Cinco pontos, de «Muito insatisfeito» a «Muito satisfeito».

Cada valor publicado indica a base sobre a qual foi apurado. As percentagens de «4 ou 5» correspondem à soma das duas classificações mais altas da escala respetiva, sobre a mesma base.

Seis meses depois da formação: o que mudou

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