PRÉMIOS HERÓIS PME · 8.ª EDIÇÃO

Fomos a Exame

Direção Geral · Publicado a 31 de julho de 2026 · Última revisão: 31 de julho de 2026
Prólogo da série Medição Aberta

Composição gráfica da série Medição Aberta com uma grelha de nove módulos e um dos módulos destacado por um contorno exterior, representando a organização na posição de avaliada.


A 8.ª edição dos Prémios Heróis PME, iniciativa da Yunit Consulting, recebeu 372 candidaturas. Chegaram à final 24 empresas, em seis categorias. Na Transformação Digital ficaram três, e uma delas foi a Advance Station, Individual Development, Lda., com o projeto Geração Futuro.

A gala decorreu a 26 de junho. Na nossa categoria não foi anunciado vencedor: dos seis grupos de finalistas, a organização divulgou vencedores em cinco.

Fica dito logo no início, porque é a parte menos interessante desta história.

O outro lado da mesa

Há mais de trinta anos que avaliamos pessoas. Só em 2025 foram 3 577 em formação, distribuídas por 366 turmas e ações, com cerca de uma centena de pessoas formadoras a quem a nossa própria avaliação pede contas todos os anos. Passamos os dias a definir critérios e a decidir quem cumpre e quem ainda não cumpre. É o ofício.

Candidatarmo-nos a um prémio inverteu a posição. Durante alguns meses, quem avalia passou a ser avaliado por um júri que não nos conhecia e não tinha obrigação de achar interessante o que fazemos. Banca, seguros, software, consultoria, comunicação social. Ninguém do setor da formação.

Recomenda-se a qualquer organização que viva de certificar competência alheia. Desarruma. E desarrumar faz falta.

Traduzir para quem não está cá dentro

O projeto que levámos a concurso, o Geração Futuro, trabalha literacia em inteligência artificial. Explicá-lo internamente é fácil: toda a gente já tem o contexto e as siglas. Explicá-lo a um júri externo, em poucas páginas e sem apelar à nossa própria linguagem, é outra coisa.

É aí que uma candidatura deixa de ser formulário e passa a funcionar como diagnóstico. Escrever obriga a responder a perguntas que a operação diária deixa passar. O que muda, em concreto, na vida de quem passa por este programa? Que evidência temos disso, além da satisfação declarada no fim da sessão?

Houve boas respostas. Houve zonas em que a resposta saiu mais fina do que gostaríamos de admitir. Isso não consta de nenhum diploma de finalista, mas foi o retorno mais valioso do processo.

A categoria também é informação

Vale a pena reparar no sítio onde nos colocaram.

Não numa categoria de educação, nem de serviços. Uma casa fundada em 1993, que começou com salas, quadros e presença física, foi lida de fora como transformação digital.

Isso não é um elogio. É uma informação, das mais úteis do ano. Diz que a literacia em inteligência artificial já não é acessória ao negócio da formação, é o negócio a mudar de forma. E diz que quem olha de fora, sem o nosso apego à história, vê essa mudança com mais nitidez do que nós.

O contraponto que evita o ridículo

Existe um género insuportável de texto institucional: aquele em que a ausência de prémio é convertida em vitória moral. Não é o caso.

Ficar entre 24 em 372 é um sinal, não um resultado. Não prova que o projeto funciona. Prova que uma triagem independente o considerou merecedor de chegar à final, o que é bastante diferente.

A prova a sério é outra, e é lenta: quem passa pelos nossos programas consegue, meio ano depois, fazer com inteligência artificial o que antes não fazia? Essa resposta não se decide em galas. Decide-se no trabalho dessas pessoas, e chega-nos com atraso.

Também não fingimos indiferença. Ninguém se candidata sem querer ganhar. O orgulho pelo percurso é verdadeiro e não precisa de ser inflacionado.

O que fica

A candidatura fica arquivada. O que dela resultou, não.

Ficou uma descrição mais rigorosa daquilo que fazemos, escrita para quem não nos devia simpatia nenhuma. Ficaram perguntas levantadas pela própria escrita e por responder com dados. E ficou a confirmação, vinda de fora, de que o Geração Futuro interessa a quem não trabalha em formação.

Uma nomeação é uma coordenada. Marca onde estamos, não onde chegámos.

E o que isto abre

E deixou uma pergunta em aberto. Se aceitamos ser avaliados por quem não nos conhece, porque não publicamos o que já medimos todos os anos sobre nós próprios?

A partir de 4 de agosto passamos a publicar. Chama-se Medição Aberta, são oito publicações ao longo do mês, com os resultados da avaliação da nossa formação, incluindo os que ficaram abaixo das metas, sempre com a base sobre a qual cada número foi apurado.

Haverá 9.ª edição. Voltaremos a candidatar-nos, com mais respostas e menos adjetivos.

Nota de base

Os números de atividade citados referem-se ao exercício de 2025 e constam do balanço anual de atividade formativa, apurado em janeiro de 2026. Os números do concurso são os divulgados pela organização dos Prémios Heróis PME.

Fomos a Exame

Pedir Mais Informações