AUDITORIA INTERNA · EXERCÍCIO DE 2025
A auditoria interna ao exercício de 2025 concluiu que o sistema de gestão da qualidade da formação é conforme. Registou sete conformidades, zero não conformidades maiores, três menores e três oportunidades de melhoria. As três não conformidades incidem em taxas de participação e numa ocorrência isolada de serviço, nenhuma na qualidade pedagógica nem na conformidade documental. Todas têm ação corretiva atribuída, com verificação de eficácia marcada para o último trimestre deste ano.
Uma auditoria interna é uma verificação do sistema por quem não o executa. Não avalia formadores nem turmas: avalia se os processos existem, se produzem o que prometem e se há registos que o sustentem.
Abrangeu os cinco domínios do referencial da DGERT e dezasseis procedimentos, sobre toda a atividade de 2025, com análise documental, entrevista e observação direta. As onze intervenções para organizações e as ações individuais foram verificadas na totalidade, e não por amostra.
A área auditada exerceu contraditório sobre cada constatação, com a sua posição registada. Não é formalidade: é o que impede que uma auditoria seja um exercício de conveniência.
Sete constatações positivas, cada uma com o requisito e a evidência identificados.
Satisfação. O sistema fixa um mínimo de 4,0 numa escala de cinco pontos, e nenhuma dimensão avaliada ficou abaixo desse limiar em nenhum programa. Os valores de programas diferentes não se comparam entre si, porque os instrumentos aplicam escalas distintas. Na formação de formadores, avaliada numa escala de qualidade de Insuficiente a Excelente, as quatro dimensões situaram-se entre 4,19 e 4,72, com resultado global de 4,49. Nos programas dirigidos a estudantes, avaliados numa escala de satisfação de Muito insatisfeito a Muito satisfeito, as duas dimensões ficaram em 4,54 e 4,27. No Técnico de Apoio à Vítima, na mesma escala de satisfação, a generalidade dos itens situou-se entre 4,8 e 5,0.
Participação e impacto. A taxa de resposta ao questionário de satisfação da formação de formadores foi de 82,7 por cento, acima do mínimo de 70. O impacto declarado seis meses depois atingiu 67,8 por cento nesse programa e 100 por cento no Técnico de Apoio à Vítima, contra um mínimo de 60. A intenção de recomendação ficou acima de 94 por cento nos dois casos.
Sistema. Confirmadas seis frentes de melhoria ativas, contra um mínimo de seis, e a unicidade da entidade certificada: toda a certificação e todos os certificados são emitidos sob a Advance Station, Individual Development, Lda., sem que nenhuma marca do ecossistema tenha autonomia certificativa.
Nenhuma não conformidade maior. A auditoria externa da Ordem dos Psicólogos Portugueses, em dezembro, também não apontou recomendações de cumprimento obrigatório.
A primeira é a taxa de resposta ao acompanhamento a seis meses: 26,4 por cento no conjunto e 25 por cento na formação de formadores, abaixo do mínimo de 30. No Técnico de Apoio à Vítima foi de 58,6 por cento, acima da meta. O mecanismo existe, opera e produz leitura útil; o que falha é a participação.
A segunda é a formação interna da nossa própria equipa. A adesão à avaliação ficou em 34 por cento, contra uma meta de 50, e o cumprimento do calendário foi classificado como mau por 42,9 por cento de quem respondeu, resultado direto de adiamentos sucessivos ao longo do ano.
A terceira é uma ação individual sobre uma ferramenta digital, avaliada no mínimo da escala. A causa foi identificada: quem formava não dispunha da versão adequada. Houve reunião com a cliente e correção imediata.
As três ações estão em execução ao longo de 2026, inscritas no plano anual de atividades formativas. Sobre a primeira: lembretes faseados, questionário simplificado e extensão do acompanhamento aos programas para estudantes e às ações para organizações. Sobre a segunda: calendarização antecipada e recolha da avaliação em horário laboral. Sobre a terceira: verificação obrigatória de pré-requisitos técnicos antes de qualquer adjudicação.
Nenhuma destas ações está encerrada, e não estará antes de ser verificada. A verificação de eficácia realiza-se numa auditoria de seguimento no quarto trimestre de 2026, conduzida por pessoa independente da execução. Cada plano tem critério fixado à partida: 30 por cento de taxa de resposta, 50 por cento de adesão à avaliação interna, e ausência de recorrência na terceira. Se o desvio persistir, a ação é reforçada, não encerrada.
O resultado dessa verificação será publicado aqui, seja ele qual for.
Como ler os números desta série
Os resultados provêm de instrumentos diferentes, com escalas diferentes, e não se comparam entre si por valor absoluto.
Escala de qualidade, usada na avaliação da formação pedagógica inicial de formadores. Cinco pontos: 1 Insuficiente, 2 Suficiente, 3 Bom, 4 Muito Bom, 5 Excelente.
Escala de satisfação, usada na avaliação dos programas dirigidos a estudantes e do curso de Técnico de Apoio à Vítima. Cinco pontos, de «Muito insatisfeito» a «Muito satisfeito».
Cada valor publicado indica a base sobre a qual foi apurado. As percentagens de «4 ou 5» correspondem à soma das duas classificações mais altas da escala respetiva, sobre a mesma base.
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